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23 de junho de 2024
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Guia de construção: gestão de obras para arquitetura e engenharia

Guia de Construção: Entenda como fazer gestão de obras para escritórios de arquitetura e engenharia.

(Clique no player para o ouvir a narração desse artigo! Queremos facilitar sua vida, desde consumir o nosso conteúdo até realizar o seu projeto.) =)

A gestão de obras é um serviço contínuo e muito dinâmico. O foco é garantir a efetivação dos projetos e suas execuções. Sem dúvidas, um guia de construção é a melhor forma e mais eficiente para que tudo dê certo. Afinal,

Entenda mais sobre o assunto!

O que é gestão de obras?

Na prática, a gestão de obras é tudo aquilo que envolve a administração de tempo, recursos e equipe. Em suma, é gerenciar todos esses aspectos.

A intenção é que o guia de construção seja cumprido de maneira correta.

Consequentemente, a partir do momento que isso ocorre, é possível obter ótimos resultados. Infelizmente, a grande maioria das pessoas não possui um conceito formado sobre a gestão de obras.

Outra questão que se encontra difícil de deduzir é em relação aos seus principais pontos.

Portanto, a verdade é que isso é normal, já que ela engloba uma série de fatores. Porém, a gestão se faz extremamente necessária. Atualmente, cada dia mais surgem escritórios de arquitetura e engenharia.

Por conta disso, vale dizer que a gestão de obras é algo necessário e que conta muito para o sucesso do negócio. Saiba tudo clicando aqui.

Como se tratam de tarefas complexas, um guia de construção deve ser feita com muito planejamento e cuidado.

Como fazer um guia de construção?

Existem formas diferentes de fazer um guia de construção. Logicamente, não existe uma fórmula mágica.

Porém, antes de tudo, é importante saber que o guia de construção não se baseia somente em controlar recursos.

Existem questões importantes que devem ser levadas em consideração e dominadas pelo indivíduo.

A qualidade das tarefas precisa ser ímpar e exemplar.

Ao mesmo tempo, também é preciso ter controle do orçamento e da contratação das pessoas. Há vários processos que precisam ser analisados e comandados.

Existem algumas formas efetivas de implementar o guia de construção no escritório.  Todas elas são fáceis de realizar, mas exigem planejamento.

1. Saiba planejar

Primeiramente, é muito importante saber planejar os mais variados aspectos da obra. Dentro de uma gestão de obras, nada pode ser feito somente com achismos ou deduções.

Por isso, antes de dar início a qualquer projeto, é preciso ter definida todas as atividades a serem desempenhadas.

O mercado de construções é algo que confunde por conta da sazonalidade.

Assim como o mercado imobiliário, pode apresentar algumas oscilações.

Em virtude dessa questão, é importante estar atento e evitar que isso prejudique o gerenciamento.

Portanto, estar sempre atento às oscilações, planejar as atividades e colocar tudo no papel, é fundamental.

2. Saiba quanto custa o serviço

Um dos primeiros passos para que um guia de construção tenha efeito positivo é ter bom gerenciamento financeiro.

Além dos demais dados técnicos, os custos de um serviço influenciam diretamente no resultado.

Esse passo é indispensável ser feito com seriedade e muita atenção. Isso porque todo o gerenciamento de obras terá um custo.

Existe, de fato, um custo final. No entanto, cada parte do processo demanda gastos de tempo e dinheiro.

Tendo em mente dados financeiros concretos e assertivos, fica mais fácil ter controle.

3. Elaborando um cronograma físico

Como já é de se imaginar, o guia de construção é cheia de fases e momentos.

Um cronograma detalhado de processos, gastos e prazos, pode facilitar muito.

A intenção é que tudo seja posto no cronograma para evitar possíveis problemas futuros.

Afinal, eles podem impactar diretamente na satisfação do consumidor e desempenho de uma equipe inteira.

Nesses momentos, também é preciso levar em conta os problemas que podem acontecer no caminho.

A falta de material, atrasos na entrega ou ausência de membros da equipe precisam ser considerados.

Elaborar um cronograma permite que tudo isso seja controlado de perto.

Ele é necessário, pois o gestor se encontra lidando com muitas coisas ao mesmo tempo.

4. Planeje uma estrutura

O planejamento e a organização, como um todo, são fortes aliados nesse momento.

Um exemplo disso é que o planejamento de um canteiro pode reduzir muito os problemas. Ou seja, ele reduz os riscos aos quais os funcionários são expostos.

Com a estrutura bem planejada, também pode-se evitar a perda de materiais.

O planejamento muitas vezes é deixado de lado, principalmente em obras de menor porte.

Porém, ele é um dos processos mais importantes e necessários.

Até mesmo porque, é preciso estocar materiais, ter um espaço para intervalos e manter a equipe produtiva.

5. Comunicação

Uma das maneiras mais eficientes de colocar em prática o guia de construção é se comunicando.

Visto que, dentro de um escritório de arquitetura ou de engenharia, pode ser difícil manter a atualização de todos.

Como a rotina é geralmente muito corrida e sobrecarrega muitas pessoas, torna-se difícil conversar e manter uma relação próxima.

Porém ocorre que, mesmo com as dificuldades do dia a dia, torna-se indispensável ter um tempo para atualizar a todos.

A boa notícia é que, hoje em dia, pode-se contar com diversas ferramentas tecnológicas para isso.

Por essa questão, murais de avisos na obra, mensagens em grupos de Whatsapp, entre outros, podem ser uma boa ideia.

Uma forma de manter a comunicação é sempre passando feedbacks.

É preciso ter em mente que nunca trará bons resultados a ausência de material mais a falta de comunicação.

6. Lista de parceiros

Algo que pode ser muito bom para um guia de construção é ter uma lista de parceiros.

Conseguir um bom atendimento, um material adequado e prazos satisfatórios é fundamental.

Por isso é tão importante trabalhar com bons fornecedores e ter sempre contatos.

Como dito anteriormente, é preciso levar em conta que muitos imprevistos podem acontecer.

Por isso, é indispensável estar precavido e seguro.

7. Atenção com as mudanças

Algo que pode acontecer e, com certeza, todos acham muito desagradável, é em relação às mudanças.

Todo guia de construção precisa contar com elas. Por isso, o gestor precisa ter atenção minuciosa a todos os detalhes.

As mudanças podem influenciar em todos os processos do empreendimento.

Como já é de se imaginar, isso pode comprometer de grande forma todo o prazo de entrega, orçamento e demais fatores.

Até mesmo por esse motivo, é que é tão importante também manter uma comunicação clara.

8. Utilize a tecnologia

Com diversos aplicativos e sistemas que podem ser utilizados, o guia de construção, apesar de complexa se torna mais facilitada.

Existem alguns tipos de apps, inclusive, que podem ser utilizados como uma forma muito mais rápida e prática de criar gráficos, por exemplo.

Até mesmo porque, atualmente, contudo é muito difícil encontrar um gestor que não utilize ferramentas tecnológicas.

9. Esteja próximo à equipe

É indispensável se encontrar próximo de toda a equipe durante a obras.

Pois, além do contato e da troca de informação, também fica mais fácil coordenar. Algo que a proximidade permite é motivar a equipe.

Pois, um dos maiores problemas encontrados na hora de colocar o guia de construção em prática, são funcionários desanimados, ou seja é preciso estar atento.

Isso pode ser reflexo de uma série de fatores que podem variar de um local para outro.

O que se sabe, de fato, é que a motivação entre a equipe é fundamental. Não somente nos escritórios, mas em qualquer outro segmento, a alta performance é algo indispensável.

10. Busque informação

O guia de construção mostra a importancia de uma organização e pesquisa anterior a construção.
A busca por informação, a pesquisa contínua e o estudo são formas de garantir um bom guia de construção.

O mercado está em constante mudança e transformação. Isso significa que essas informações podem também ser passadas aos colaboradores.

Essa é uma forma de manter todos antenados e conectados com tudo o que ocorre dentro do guia de construção. Assim, também é possível inovar e aprimorar diversos procedimentos de gerenciamento.

Principais desafios do guia de construção

A gestão pode se mostrar desafiadora em todos os seus âmbitos de atuação.

Com isso, principalmente o gestor encontra grandes desafios e muitas dificuldades no caminho.

É muito importante garantir que a comunicação seja bem desenvolvida e que tudo atinja o resultado proposto.

As principais áreas a serem cuidadas, são: administrativa, financeira, produção, comercial.

Buscar trabalhá-las de maneira focada, é essencial. Porém, também é preciso estar sempre atento em relação à segurança.

Sobre tudo, as normas de prevenção são rígidas e precisam ser seguidas à risca por todos os envolvidos. Além disto, é também uma forma de garantir o bem-estar dos indivíduos.

Por isso, todos esses aspectos precisam ser pensados e analisados com calma. Mesmo que muitas vezes o arquiteto ou engenheiro não esteja 24 horas presente no local, sem dúvidas tudo deve ser levado em consideração.

Por isso, em princípio é tão indicado ter preparação e conhecimento o suficiente para trabalhar com um guia de construção.

Benefícios de um guia de construção

Sem dúvidas, um guia de construção oferece grandes benefícios a todos os envolvidos nela. Desde os colaboradores até o gestor, é possível usufruir das conquistas.

Isso, no entanto, é resultado de um gerenciamento feito de maneira adequada e com o conhecimento necessário. Afinal, como já dito, qualquer erro pode colocar tudo a perder.

Por isso, para garantir resultados positivos, é preciso atuar com foco e concentração.

Assim, quem tem um bom guia de construção, pode notar vantagens como:

Produtividade

com o guia de construção fica mais fácil o trabalho!
Com uma equipe produtiva e que sabe o que está fazendo, tudo pode ser entregue no prazo certo.

Um dos aspectos mais vantajosos é o aumento da produtividade. Isso pode fazer com que todo o andamento da obra seja eficaz.

Com uma equipe produtiva e que sabe o que está fazendo, tudo pode ser entregue no prazo certo.

Além do mais, também é importante ter em mente que quando uma equipe se encontra produtiva, ela também se encontra satisfeita.

Por isso, ambos são complementares e apontam para ótimos sinais.

Redução de gastos desnecessários

Um dos maiores e mais frequentes problemas enfrentados em obras é em relação aos gastos desnecessários.

O guia de construção é uma aliado muito forte na hora de gerar economia. Logicamente, todos sabem que imprevistos sempre podem acontecer.

Porém, o importante é ter o planejamento para saber lidar com eles.

Mesmo quando ocorrem atrasos, materiais perdidos, entre outros problemas, o planejamento oferece jogo de cintura.

Antecipação de problemas

É fato que prever problemas é algo muito melhor do que lidar com eles. Com uma gestão efetiva de obras, isso pode ser feito.

Mesmo quando algum problema aparece, embora ele parece complicado de mais ele pode ser resolvido de uma maneira prática e efetiva.

A previsão também é uma maneira muito segura de aumentar a produtividade e atingir bons resultados.

Consequentemente, também impactará de maneira positiva na satisfação do cliente que está aguardando a obra.

Com isto, eventualmente, como já é possível perceber, todos saem ganhando.

Execução assertiva de projetos

Quando é preciso realizar algum tipo de obra, dessa forma, espera-se que tudo ocorra como o planejado.

Porém, sabendo que imprevistos e problemas podem acontecer, é indispensável ter um guia de construção. Até mesmo porque, ela facilita na execução dos projetos.

Ou seja, é uma garantia muito segura de que tudo será feito como o solicitado.

Portanto, é muito mais seguro cumprir com prazos, preços, entre outros compromissos. Para muitas pessoas, isso não parece ter tanta importância. Porém, quem trabalha um guia de construção sabe o quanto é necessário esse aspecto.

Aplicativos para gerenciar obras

Uma vez que, existem muitos aplicativos que podem ser utilizados para colaborar com o guia de construção.

Atualmente, não há forma de gerenciar sem a ajuda da tecnologia. Posto que, todas as áreas mudam e evoluem, o mesmo acontece nesse momento.

Antigamente, era muito difícil encontrar formas eficazes e inteligentes de gerir obras.

Por outro lado, hoje em dia, com o aumento da popularidade e a necessidade de auxílio, os aplicativos e sistemas se tornaram mais frequentes.

O melhor de tudo, é que eles não são ferramentas engessadas. Ou seja, o gestor não precisa utilizá-los somente de uma forma.

Por isso, pode-se encontrar alternativas para computadores ou dispositivos móveis. Muitas vezes, o mesmo aplicativo pode ser aberto em ambos. Os principais, são:

  • Stant;
  • Mega Mobuss;
  • Construct App.

 

Conclusão

O guia de construção de obras é algo muito mais complexo do que se pensa. Todavia, cada passo precisa ser dado de maneira estratégica e bem pensada. Por esse motivo, ocorre o fato de muitos escritórios não optarem por esse trabalho.

Porém, ele é ótimo para desafiar conhecimentos, aprimorar a execução e garantir ótimos resultados para a equipe, a empresa e para todos os clientes que aguardam ansiosamente.

Veja mais: Pensando em aumentar a eficiência no canteiro de obras? Confira!

Seguro para Construçao

Seguro para construção: O que você precisa saber

Toda a atividade envolve riscos. Então, com a construção civil não poderia ser diferente. Pois quando se inicia qualquer obra ou reforma, aparecem inúmeras responsabilidades financeiras e jurídicas que podem acarretar em uma série de problemas se algo inesperado acontecer. Daí a necessidade de poder contar com um seguro para construção.

É ele, o seguro para construção (seguro de riscos de engenharia ou seguro de obras), que  garante a proteção contra perigos que afetam todo tipo de obra na construção civil. Já que trata-se de uma modalidade de seguro ainda pouco conhecida no país, mas tem extrema importância e por vezes obrigatória, como em casos de licitações públicas.

Entenda melhor como funciona o seguro para construção e veja todas as vantagens de sua contratação.

Boa leitura e mãos à obra!!

O que é o seguro para construção?

O seguro para construção, como qualquer outro tipo de seguro, tem como característica principal a transferência do risco com a consequente redução de potenciais perdas que possam ocorrer durante a execução do projeto.

Ele deve ser  avaliado pelo profissional da construção civil como parte do seu programa de gerenciamento de riscos no caso de obras em fase de construção, ampliação ou reforma. E, em conjunto com outras medidas, cobre imprevistos e também erros que surgirem durante a execução do projeto.

Muitos acidentes e irregularidades acontecem no dia a dia de uma obra e a fiscalização se mostra cada vez mais presente em todo o país. Isso mostra como esse seguro pode ser útil, independentemente do tipo e do tamanho da sua construção. Afinal, mesmo que tenham sido tomadas todas as medidas de segurança no canteiro de obras.

O seguro para construção resguarda a empresa ou o construtor autônomo de despesas extraordinárias que podem surgir com danos imprevistos durante uma obra, instalação e montagem de estruturas e/ou equipamentos, além de prejuízos inesperados.

Quem pode contratar o seguro?

O seguro para construção pode ser contratado pelos profissionais responsáveis pela própria obra, ou seja,  engenheiros ou construtoras.

Mas ele pode também ser contratado por pessoas físicas no caso de reformas, ampliações ou construção. Seja para  uso pessoal ou com fins de investimento.

seguro de obra - seguro para construção

 

O que o seguro para construção cobre?

Considerando a distinção entre as modalidades de seguros que são oferecidos para a construção civil e que cada seguradora tem um serviço específico quando se trata de seguro para construção, podemos dizer que, no geral, um contrato desse tipo cobre,  durante a vigência da apólice:

1.Acidentes de causa súbita e imprevista no canteiro de obras

O seguro cobre indenização em caso de acidentes de causa súbita e imprevista que aconteçam no canteiro de obras.

2. Danos em consequência de erros de projeto

Ele pode ser acionado em casos de acidentes ocorridos no local do risco ou no canteiro de obras, como consequência de erro de projeto em construções.

3. Despesas extraordinárias

O contrato de seguro para construção assegura o pagamento de despesas extraordinárias de mão de obra para serviços noturnos ou realizados em feriados e finais de semana para consertos ou fretamento de meios de transporte nacionais, até o limite máximo da cobertura. Mas importante, esses serviços devem estar previstos na apólice.

4. Despesas de desentulho do local

Garante o pagamento das despesas de desentulho geradas após à reparação ou reposição de qualquer objeto danificado na obra em razão de acidentes cobertos pela apólice.

5. Tumultos, greves e lockout

Cobertura adicional para danos que possam ser causados à obra em decorrência de tumultos, greves ou “lockout”.

6.Responsabilidade civil geral (com e sem fundações)

Caso o segurado seja responsabilizado civilmente devido a reclamações por danos causados involuntariamente a terceiros, o seguro para construção garante o pagamento dos valores indenizatórios após sentença judicial transitada em julgado ou acordo.

Também estão garantidos os honorários de advogados e outros custos judiciais.

7. Propriedades circunvizinhas 

Cobre os danos físicos acidentais decorrentes da construção, com ou sem fundações, em bens de propriedade do segurado já existentes no local do risco.

Por sua vez, também estão cobertos os bens de terceiros sob a sua guarda, custódia ou controle.

8. Obras concluídas 

O seguro cobre os danos físicos acidentais causados às obras civis finalizadas e às máquinas e equipamentos utilizados em apoio à execução da obra.

9.Despesas de salvamento e contenção de sinistros

Garante o pagamento das despesas com providências de emergência para salvar e/ou conter as consequências de um sinistro.

10. Responsabilidade civil cruzada

Cobre os danos materiais causados a terceiros em decorrência dos trabalhos relacionados à obra.

11. Instalações provisórias

Cobre os danos físicos acidentais causados às instalações provisórias onde se localizam o escritório, refeitório, alojamento, depósito de materiais e outras instalações que servem de apoio à obra.

12. Manutenção simples

Os danos físicos acidentais causados pelos empreiteiros segurados no curso das operações por eles realizadas, ocorridos dentro do período de manutenção são cobertos pelo seguro para construção.

13. Manutenção ampla

Cobre os danos físicos acidentais, ocorridos no canteiro de obras ou no local do risco, causados pelos empreiteiros segurados no curso das operações por eles realizadas quando ocorrem ou são verificados durante o período de manutenção.

14. Ferramentas de pequeno e médio porte/escritório e eletrônicos

Cobre os danos físicos acidentais de causa externa causados às ferramentas e aos equipamentos de pequeno e médio porte de propriedade do segurado ou por ele alugados utilizados exclusivamente no canteiro de obras.

15. Equipamentos móveis e estacionários utilizados na obra

Cobre os danos físicos acidentais de causa externa, ocorridos dentro ou fora do canteiro de obras ou local do risco, causados a equipamentos móveis ou estacionários de propriedade do segurado ou por ele alugados.

16. Transporte de materiais a serem incorporados à obra

Cobre os danos físicos acidentais causados aos materiais, que serão incorporados à obra, durante o transporte realizado pelo próprio segurado ou por um terceiro que possua vínculo empregatício com o mesmo.

17. Honorário de perito

O seguro para construção pode garantir ainda as quantias gastas com honorários de serviços profissionais prestados por arquitetos, engenheiros, peritos e consultores necessários à análise e investigação da causa, natureza e extensão dos danos físicos cobertos pela apólice.

18. Equipamentos de informática /escritório

Cobre ainda perdas e danos materiais ocasionados por roubo ou furto qualificado de equipamentos de informática e de escritório, de propriedade do segurado e/ou por ele alugados, situados na obra e nas instalações provisórias do canteiro.

O que o seguro para construção não cobre?

O setor da construção civil conta com outros seguros desenvolvidos com finalidades distintas do seguro para construção. Assim, pode ser que exista alguma confusão entre os produtos.

Entre as principais apólices do setor podemos destacar:

  • Seguro Garantia de Entrega de Obra (SGEO): seu objetivo é evitar atrasos de entrega, o que é garantido por meio do acompanhamento da obra, análise de risco, entre outros processos;
  • Decenal: assegura a cobertura da edificação contra danos estruturais por 10 anos a contar da conclusão da obra;
  • Seguro para Obras de Infraestrutura: com condições direcionadas para as obras públicas.

Visto isso, segue uma lista do que normalmente o seguro para construção não costuma cobrir:

  • Deterioração decorrente de condições ambientais;
  • Reparos, substituições e reposições de equipamentos;
  • Ocorrências com maquinários fora do local considerado de risco;
  • Atos terroristas e guerras;
  • Atos de autoridade pública;
  • Ação dolosa por parte do segurado ou beneficiário;
  • Radiação nuclear;
  • Extravio ou furto simples;
  • Objetos de valor, metais preciosos e afins;
  • Danos consequentes da armazenagem ou uso de explosivos

seguro para construção

Quais são as vantagens do seguro?

Como você pôde observar, o seguro para construção pode contar diversos tipos de coberturas de acordo com o tipo do empreendimento e das necessidades do projeto. Assim, a contratação do seguro é uma garantia que protege o empreendimento que está sendo construído ou reformadao, os funcionários e a própria construtora de gastos extras e prejuízos.

Mas para que não restem dúvidas sobre a importância do seguro, aqui estão alguns motivos para não deixar de fazer um seguro para cada obra da sua construtora:

Manter o empreendimento vivo

Imagine que no meio de um grande projeto, depois de milhões de reais já investidos, acontece um acidente e com isso, apesar de ninguém se ferir, boa parte do trabalho é arruinada. Isso é uma tragédia, não?

Sim, dependendo das condições financeiras da empresa, a obra pode se tornar inviável se for preciso arcar com o prejuízo do próprio bolso.

No entanto, se você tiver um seguro para construção com as coberturas necessárias, pode continuar o projeto e ainda ter lucro, mesmo que ainda menor por conta do atraso que será inevitável.

Conclusão: o seguro pode ser a diferença entre perder um empreendimento inteiro ou mantê-lo vivo, mesmo diante de grandes imprevistos.

Evitar que a empresa tenha maiores prejuízos

Se ocorrer algum acidente que estrague todo o trabalho já feito na obra e a sua empresa estiver trabalhando no projeto em parceria com outra empresa, o seguro também será de grande utilidade.

Nesse caso, a responsabilidade legal de pagar os danos é da empresa que está cuidando da obra. Se não tiver contratado um seguro, isso dificilmente vai terminar de outra forma que não seja uma longa briga na justiça com o proprietário do empreendimento.

Assim, além de gastar com advogados e perder o pagamento do serviço em questão, sua empresa ainda corre o risco de perder a ação e ainda precisar reembolsar todo o valor perdido no acidente.

Cumprir a legislação

A lei exige a contratação de um seguro para construção em muitos casos, para blindar o empreendimento e os envolvidos nele. Se esse for o caso de algum projeto no qual a sua empresa está envolvida, a questão se torna obrigatória.

Dessa forma, deixar de contratar o seguro além de não ser prudente diante de todos os riscos envolvidos, coloca sua empresa em uma posição delicada perante a justiça.

Mitos sobre o seguro de obras

Muitas empresas não chegam sequer a procurar uma seguradora na hora de construir porque possuem algumas ideias erradas sobre o produto. E entre esses “mitos” que rondam o seguro para construção podemos citar:

“O seguro é caro”

Se sua preocupação principal for o custo do seguro para construção, saiba que ele costuma variar de acordo com as coberturas contratadas e características da obra.

No entanto, podemos afirmar que seu valor está entre 0,1% a 2,5% do custo completo do projeto. Um valor baixo diante de toda a segurança e tranquilidade que a contratação do seguro ira proporcionar.

“As seguradoras não amparam o que eu realmente preciso”

Atualmente, as modalidades de cobertura são inúmeras, passando pelos equipamentos, funcionários, materiais, erros de projeto e muitas outras. Basta escolher aquela que melhor se encaixa nas suas necessidades.

“O seguro deve ser muito burocrático”

Na hora de contratar um seguro para construção não será solicitado nenhum documento que o  engenheiro ou responsável pela obra já não tenha em mãos.

Por sua vez, para reformas, a situação é mais simples e geralmente não há solicitação de documentos ou exigência de vistoria.

No entanto, para outras modalidades de obras, as seguradoras realizam vistoria e normalmente solicitam documentos como contrato de execução da obra, memorial descritivo, cronograma físico/financeiro e o projeto da obra.

seguro para construção

Como contratar o seguro?

Não é nada complicado contratar um seguro para construção, basta seguir esses três passos:

1. Procure um corretor de confiança

Como em outras modalidades de seguro, você precisa de um corretor para contratar a proteção da sua obra. Por isso, escolha alguém de confiança para te ajudar no processo. Peça indicações a outros profissionais do setor que já contrataram seguros para construção ou pesquise as opções existentes no mercado.

Um bom corretor é importante. Afinal, é ele que vai te indicar as melhores opções de contratação. No entanto, por melhor que seja o corretor, você precisa estar bem ciente do que procura.

Então, descubra quais as regras da seguradora em questão para o tipo de seguro que você deseja e entenda quais são as limitações, os diferenciais de mercado e como cada recurso ajuda (ou não) a proteger a empresa e os funcionários.

2. Compare os fatores mais relevantes

Antes de decidir com qual seguradora contratar, analise os fatores mais importantes na balança:

  • Qualidade do atendimento: em caso de problemas e é importante que você tenha a garantia de um bom atendimento;
  • Preço: busque a melhor condição com a melhor cobertura;
  • Estrutura: escolha uma seguradora que ofereça agilidade no atendimento e garantia de cobertura diante de problemas.

3. Dê entrada na documentação

Como já mencionamos, ao contrário do que se pensa, não existe muita burocracia na hora da contratação do seguro. Em geral, os documentos exigidos são aqueles que já estão na posse do engenheiro responsável pela obra.

Mas, no caso de obras grandes e complexas, podem ser necessários os seguintes documentos:

  • Memorial descritivo;
  • Projeto da obra;
  • Cronograma físico/financeiro da obra.

Pode ser necessário realizar vistorias no canteiro de obras para verificar se estão sendo observadas as normas de segurança.

Já no caso de obras menores, o processo de aprovação tende a ser mais simples e rápido. Assim, pode não ser necessária a apresentação de muitos documentos.

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Cuidados que precisam ser observados na hora da contratação do seguro para construção

As características do seguro precisam ser definidas de acordo com o projeto. Portanto, deve-se levar em consideração os riscos envolvidos e as perdas que podem surgir durante a execução da obra. Assim, o ideal é que seja feita uma cobertura é específica para cada obra.

Mas seja lá como for o seu seguro, é bom ficar atento nos seguintes pontos na hora de assinar o contrato:

  • Faça vários orçamentos e compare condições;
  • Observe o limite total da cobertura. Ele deve ser igual ao total previsto para a execução da obra, incluindo todos os custos;
  • Observe se os maiores riscos da obra serão cobertos;
  • Avalie a reputação da seguradora;
  • Não considere apenas o preço na hora de fazer a sua escolha;
  • Guarde todos os registros relativos à obra em execução. Isso vale, inclusive, para notas fiscais de produtos e serviços adquiridos para a construção.

O seguro de obra é essencial para manter a proteção jurídica e material da sua construtora diante de imprevistos. O custo-benefício da contratação compensa e ele é muito fácil de ser feito.

Por isso, não existem desculpas para não contratá-lo.

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Gerenciamento de obras: o guia absolutamente completo

Seja na construção de uma casa, um condomínio ou um prédio com vários andares: o gerenciamento de obras é fundamental em qualquer tipo de projeto. A gestão de obras é um processo longo e que exige várias habilidades, como liderança, capacidade de tomar decisões assertivas e conhecimentos técnicos da construção civil.

Portanto, podemos afirmar sem nenhum exagero que a gestão de obras é a base de todo projeto de construção, bem como a chave para o seu sucesso. 

Com tamanha responsabilidade, fica fácil entender como o gerenciamento de obras é uma tarefa complicada. Mas, para facilitar, elaboramos este guia completo do gerenciamento de obras. Além de trazer uma visão realista sobre o assunto, apresentaremos informações importantes. Tais como: 

  • conceitos e princípios básicos; 
  • etapas fundamentais;
  • erros que devem ser evitados;
  • e muito mais!


E aí, preparado para aprender mais sobre uma gestão de obras eficiente? 

O que é o gerenciamento de obras?

O gerenciamento de obras pode ser definido como um serviço da construção civil que utiliza técnicas especializadas para gerenciar o design, a construção e o planejamento de um projeto. 

Dessa maneira, o gestor de obras é responsável por auxiliar no planejamento, coordenação e execução de projetos de construção de todos os tipos (residenciais, comerciais ou industriais).

Na prática, significa que o profissional deve administrar o tempo, os recursos e a equipe. Tudo isso para garantir que o cronograma de obras seja cumprido de acordo com o orçamento e com a qualidade esperada pelo cliente.

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Para que serve a gestão de obras?

Sabemos que imprevistos sempre acontecem em um canteiro de obras. Acidentes com trabalhadores, uma temporada de chuva inesperada e atraso na entrega dos materiais são alguns exemplos. Por mais que seja impossível de evitar a maioria desses problemas, nem tudo está perdido. 

É aí que entra uma das principais funções da gestão de obras: lidar com imprevistos. Com “jogo de cintura”, o gestor deve ser capaz de acabar ou pelo menos amenizar os efeitos dos problemas inesperados. 

Além disso, um gerenciamento de obras eficaz é essencial para que a construção seja finalizada dentro do prazo e sem ultrapassar o orçamento. 

Outra função do trabalho de gestão bem feito é assegurar a qualidade da construção e, consequentemente, a segurança das pessoas que vão morar ou usufruir do edifício. 

Assim, quando o gerente acompanha uma obra do início ao fim, ou seja, desde a etapa de planejamento até a entrega das chaves, a probabilidade de ter uma construção impecável é muito maior. 

Tipos de gestão necessários em uma obra

Para entender melhor as principais obrigações do gerenciamento de obras, podemos subdividir o trabalho em diferentes tipos de gestões. São eles: 

  • Gestão do projeto;
  • Gestão de gastos;
  • Gestão de pessoas;
  • Gestão de documentos. 

Quer saber o que cada um significa? Então confira os detalhes: 

Gestão do projeto

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Você já sabe que existem diversos projetos para construção: arquitetônico, estrutural, elétrico e hidrossanitário são alguns exemplos. Assim, cabe ao gerente de obras assegurar que todos sejam executados da melhor maneira. 

Nesse sentido, o gerenciamento de obras é fundamental para apresentar uma visão completa de todas as ações que estão sendo realizadas. Na prática, significa que o responsável pela gestão deve se preocupar com: 

  • a entrada e saída de materiais;
  • uso dos equipamentos no canteiro de obras;
  • divisão de equipes para cada área da construção;
  • elaboração de relatórios.

Essas informações permitem analisar o progresso do trabalho, além de ajudar na tomada de decisões que otimizam a conclusão do projeto. 

Gestão de custos

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Também cabe ao gerenciamento de obras a preocupação com os custos envolvidos na construção. Isso significa que o engenheiro responsável pela gestão da obra deve controlar todas as despesas e gastos para garantir que o orçamento seja respeitado. 

A gestão de custos também abrange o relacionamento com fornecedores, recebimento e armazenamento de materiais de construção. Além disso, é necessário conferir os valores de cada compra e guardar as notas fiscais para prestação de contas. 

Gestão de pessoas

Em uma construção, a gestão de pessoas envolve:

  • contratação de trabalhadores;
  • treinamentos; 
  • divisão de funções;
  • supervisão e avaliação das atividades realizadas por cada profissional;
  • etc.

Dessa maneira, o gerente de obras deve se preocupar em manter os trabalhadores motivados e incentivar o trabalho em equipe. 

Por mais que muitos gestores ainda considerem a gestão de pessoas apenas como um gasto, a realidade é diferente. Essa prática é capaz de aumentar a produtividade e otimizar os resultados em uma construção.

Gestão de documentos

O trabalho de gerenciamento de obras também envolve bastante burocracia. É por isso que a gestão de documentos é um dos itens essenciais em um projeto de construção. 

Em outras palavras, a gestão de documentos em uma obra deve se preocupar em  coletar e armazenar as informações, além de manter os documentos sempre atualizados. 

Com isso, é possível assegurar que a obra seja executada de acordo com as normas de construção. Afinal, ninguém quer ter a sua obra embargada por falta de documentos, concorda? 

Etapas fundamentais do gerenciamento de obras

Já citamos que o gerenciamento de obras é uma tarefa complexa. Mas, para facilitar (ou pelo menos padronizar o trabalho), existe uma série de etapas que devem ser cumpridas de maneira rigorosa. 

Quer entender como isso funciona na prática? Então confira as etapas fundamentais do gerenciamento de obras.

1. Estudo de viabilidade

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

A primeira etapa ocorre ainda na fase de planejamento de obras. O estudo de viabilidade avalia as características técnicas e econômicas para determinar se vale a pena prosseguir com o empreendimento. 

Para isso, os profissionais envolvidos consideram vários aspectos. Dentre eles, os materiais e métodos que serão utilizados na construção, assim como os gastos com contratação de mão de obra. 

Além disso, o estudo de viabilidade deve contemplar fatores mais abrangentes, como:  

  • restrições para construir no local;
  • regras de zoneamento urbano;
  • limitações legais; 
  • documentos necessários para o início da obra.

Com todas as informações em mãos, a equipe responsável decide prosseguir ou cancelar a construção. 

2. Análise do orçamento

Uma das principais responsabilidades de quem gerencia uma obra é o controle de custos. Por isso, é fundamental que o profissional participe da elaboração do orçamento para manter a estimativa de gastos bem próxima da realidade. 

É importante que cada projeto tenha seu próprio orçamento. Afinal, os custos de obra variam muito de acordo com a região e as particulares de cada construção.

Para o orçamento de uma obra, é necessário levar em consideração os seguintes aspectos: 

  • preço dos materiais de construção;
  • ferramentas e equipamentos que serão utilizados;
  • taxas;
  • mão de obra;
  • reserva para emergências e imprevistos.

Também é papel do gerenciador de obras acompanhar as mudanças no orçamento, principalmente em construções de longa duração. Isso é necessário pois o mercado da construção civil está sujeito a variação de preço de insumos e inflação. Dessa maneira, os valores apresentados no orçamento inicial devem ser analisados frequentemente e ajustados, caso seja preciso. 

3. Planejamento dos itens fundamentais na obra

Não existe gerenciamento de obras sem planejamento. Logo, esta é uma etapa fundamental na gestão de qualquer construção. 

É durante o planejamento que são estabelecidas todas as diretrizes da construção. O gerente de obras deve elaborar o Plano de Gerenciamento do Projeto, um documento que determina as informações essenciais para o trabalho. Dessa forma, a equipe envolvida na construção tem acesso às instruções importantes, como cronograma, linha de base do escopo etc. 

Durante a fase de planejamento também é necessário elaborar outros documentos importantes para uma obra. Os principais são: 

Declaração do escopo do projeto

A declaração do escopo é um dos itens mais importantes no gerenciamento de obras. Ele inclui os principais detalhes sobre a construção, dentre eles: prazos, atividades, custos e as fases de execução do projeto. 

A partir desse documento, todos os envolvidos ficam cientes de tudo que está incluso no projeto, bem como a responsabilidade de cada um no trabalho. 

Plano de comunicação 

O plano de comunicação é indispensável, principalmente em obras de grande porte. O documento serve para estabelecer as diretrizes do fluxo de comunicação entre toda a equipe envolvida na obra. Seu principal objetivo é evitar conflitos e mal-entendidos.

Assim, o planejamento inclui diferentes aspectos da comunicação, como: metas, objetivos, métodos e ferramentas. 

Plano de gerenciamento de riscos

Sempre há riscos que podem ameaçar a execução de um projeto. Contudo, isso não quer dizer que não seja possível se preparar para quando as ameaças se tornarem reais.

Na verdade, uma das principais características que um gerente de obras deve ter é a habilidade de prever os problemas e lidar com eles sem ameaçar todo o planejamento.

Ter um plano de gerenciamento de riscos ajuda exatamente a identificar os problemas com antecedência, como um atraso no cronograma, cortes no orçamento, mudanças no projeto etc. 

4. Execução do projeto

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Chegou o momento de colocar as mãos à obra! Mas, antes disso, é comum acontecer uma reunião pré-construção. O encontro serve para orientar a todos quanto ao horário de trabalho, armazenamento de materiais, controle de qualidade e acesso ao canteiro de obras. 

Em seguida, todos os profissionais envolvidos na construção realizam o que foi planejado nas etapas anteriores. As equipes são divididas de acordo com as suas funções e a obra começa a tomar forma. 

O gerente de obras tem uma participação bem ativa na execução do projeto, principalmente para garantir que tudo saia conforme o esperado. 

O profissional acompanha o trabalho de perto, analisando o uso dos materiais de construção e a quantidade de itens que estão disponíveis para evitar o desperdício.

Além disso, o engenheiro deve se responsabilizar pelos trabalhadores, esclarecendo dúvidas, acompanhando a equipe de mão de obra e garantindo a segurança de todos no canteiro de obras.

5. Monitoramento e controle

Geralmente, a etapa de monitoramento e controle acontece ao mesmo tempo que a execução. À medida que as tarefas são realizadas, o gerente de obras deve monitorar constantemente o progresso.

Nesta etapa, o gerenciamento de obras serve para garantir que a construção seja finalizada conforte o projeto. Assim, procura-se medir a produtividade da equipe no canteiro de obras e avaliar se o cronograma está sendo cumprido.

Além disso, é importante ficar atento ao gastos para evitar muitas variações no orçamento inicial e alterações no projeto.

6. Finalização da construção

Por último, mas não menos importante, vem a etapa de finalização do projeto. Essa é a prova de que o gerenciamento de obras é necessário até o último momento de uma construção!

Durante a fase final, o gerente de construção analisa se tudo foi executado conforme o planejado, respeitando as estimativas de gastos e duração que foram estabelecidas no início. 

Depois de verificar cada detalhe, é indicado elaborar um relatório apresentando o resultado do trabalho. Inclusive, esse documento pode ser utilizado como fonte para próximos projetos de construção, já que deve apontar os erros e acertos durante a execução da obra.

Podemos dizer que o encerramento da obra é um momento bastante valioso na gestão de obras. A partir desta etapa, é possível criar processos mais eficazes e equipes mais bem-sucedidas.  

Percebeu como as etapas podem tornar o processo um pouco mais simples? Muitas pessoas consideram o gerenciamento de obras um bicho de sete cabeças. Contudo, dividir o trabalho em etapas menores deixa tudo mais prático no dia a dia. 

Erros que devem ser evitados 

O gerenciamento de obras é um processo longo. Por isso, é comum que aconteçam erros durante as etapas que citamos acima. 

Entretanto, também é papel de um bom gerente de obras ficar atento a todos os detalhes identificar os problemas que possam surgir durante a construção. Acredite, muitos erros de construção podem ser evitados com um bom planejamento e liderança.

Pensando nisso, destacamos os erros mais comuns que podem acontecer no gerenciamento de obras e, principalmente, como evitá-los: 

1. Estimativa incorreta do prazo e orçamento

Entregar um orçamento incompatível com a realidade ou prometer finalizar a construção em um prazo curto são erros graves. Afinal, o cliente que contratou o serviço de gerenciamento de obras espera que as estimativas sejam cumpridas. 

É claro que podem acontecer imprevistos, como uma chuva que impossibilita os trabalhos no canteiro de obras. Ou então, uma oscilação muito grande no preço dos materiais de construção. 

Ainda assim, é preciso que o gerente de obras seja o mais realista possível ao apresentar um prazo de entrega ou orçamento. Além disso, o profissional deve preparar o cliente para possíveis mudanças nos gastos ou atrasos na obra. 

2. Falha ao gerenciar mudanças no projeto

É praticamente impossível encontrar uma obra que não tenha sofrido mudanças no projeto original. E isso é totalmente compreensível. 

Mas, tais mudanças podem resultar em alguns erros quando não há a gestão adequada. Profissionais que não foram informados das alterações e clientes que não estão cientes das mudanças são as falhas mais comuns nesse sentido. 

Para evitá-los, é importante que o gerente de obras saiba lidar com as mudanças corretamente, seja informando a equipe de mão de obra ou solicitando a aprovação do cliente. Continuar o trabalho sem fazer isso pode acabar desperdiçando tempo e dinheiro. 

Além disso, uma dica importante é criar um procedimento padrão para lidar com as solicitações de alterações no escopo. Assim, o requerimento de mudança deve seguir um critério para que o impacto no cronograma e no orçamento seja mínimo. 

3. Falta de planejamento estratégico

Começar a executar um projeto sem ter um planejamento é um erro que acontece em todas as áreas. No gerenciamento de obras não é diferente. 

Ao começar logo com a prática antes de elaborar um planejamento estratégico é uma falha grave que pode comprometer a qualidade da construção. As consequências disso são inúmeras alterações e retrabalho. 

Por isso, o responsável pela gestão de obras deve se encarregar de planejar todos os setores de uma construção, desde o operacional, administrativo até o logístico. 

Assim, um planejamento estratégico no gerenciamento deve contemplar aspectos como: 

  • controle dos insumos;
  • avaliação de desempenho da obra;
  • análise da necessidade de gastos inesperados. 

4. Problemas de comunicação

O elaboração de um plano de comunicação não está na lista de documentos importantes para a gestão de obras por acaso. Na verdade, a incapacidade de comunicar com a equipe envolvida na construção é uma das armadilhas do gerenciamento de obras. 

Isso significa que uma simples mensagem distorcida pode causar mal-entendidos, prejudicar o andamento do projeto ou ter outras consequências que comprometem a qualidade do trabalho. 

Portanto, um gerente de obras deve manter uma comunicação consistente. Para evitar falhas no processo, é válido agendar reuniões frequentes e compartilhar o andamento da obra com o cliente ou subcontratados. 

Além disso, estabelecer alguns canais oficiais de comunicação (como email ou painel de recados, por exemplo) pode ajudar manter a equipe bem informada e evitar ruídos. 

Gerenciamento de Obras - Entenda Antes

Conclusão

Resumindo: o gerenciamento de obras é uma forma de garantir que o projeto seja executado de acordo com o plano existente. Assim, cabe ao gerente assegurar que a construção seja entregue no prazo e orçamento pré-estabelecido. 

Além disso, a gestão de obras deve garantir que a construção esteja em conformidade de com o projeto, códigos e outras normas. 

E aí, este guia sobre o gerenciamento de obras foi útil para você? Compartilhe sua opinião ou dúvidas nos comentários abaixo! 

Canteiro de obras - Retorno investimento na construção civil

Pensando em aumentar a eficiência no canteiro de obras? Confira!

(Se preferir, clique no player para o ouvir a narração desse artigo! Queremos facilitar sua vida, desde consumir o nosso conteúdo até realizar o seu projeto.) =)

O canteiro de obras é a área de trabalho onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra. É também o local onde são armazenados os materiais que serão utilizados (cimento, ferro, madeira, ferramentas, etc).

Ele é compostos por áreas de vivência e áreas operacionais, tais como: depósitos de materiais, alojamento, banheiros, escritório, e, dependendo do empreendimento, até mesmo uma sala de vendas. 

Ou seja, em um canteiro de obras precisa haver espaço para muitas coisas. E tudo isso deve ser planejado com cuidado para que não ocorra falhas na execução dos serviços e perda da qualidade.

Então, para aumentar ainda mais a eficiência do seu canteiro de obras, confira as dicas a seguir.

Como aumentar a eficiência no seu canteiro de obras?

1. Planeje seu canteiro de obras

O canteiro de obras deve ser planejado e projetado antes do início das obras. Dessa forma, o espaço de trabalho é otimizado. E, se bem planejado é possível ganhar mais agilidade, diminuindo o tempo de deslocamento de materiais, pessoas e máquinas.

Para começar, com a planta em mãos, identifique o espaço ideal para a construção do canteiro de obras. Analise onde será feita a entrada e saída de caminhões, a área para o descarregamento de materiais e também visualize onde será feito o trânsito e a permanência das pessoas envolvidas. Planeje também as instalações de abastecimento de água e de energia elétrica.

No mais, lembre-se que, de acordo com o porte e a complexidade da obra, o canteiro de obras precisará ter diferentes espaços, tais como: casa de vigia, alojamento e refeitório. depósitos diversos, carpintaria, escritório, almoxarifado, central de corte e dobragem de ferro, etc.

2. Layout do canteiro de obras

Depois de definido os espaços do canteiro de obra, é hora de pensar no seu layout. A disposição adequada no canteiro de obras é fundamental. Afinal, é a partir dele que acontecerá toda a logística envolvendo equipamentos, mão de obra e matéria-prima.

Trata-se de elaborar um fluxo de trabalho pensando em reduzir ao mínimo os movimentos dos trabalhadores. E, dessa forma, fazer com que eles gastem o mínimo de tempo possível em deslocamentos para buscar materiais ou usar equipamentos.

Mas atenção, é importante destacar que o layout do canteiro de obras deve ser flexível. Afina, ele precisará ser alterado conforme o desenvolvimento da obra.

canteiro de obras

3. Organização e limpeza

Para assegurar o bom andamento da obra, a segurança e a saúde de todos os envolvidos, é importante que todos colaborem para manter o canteiro de obras limpo e organizado, com cada material armazenado em seu devido lugar.

Para isso, o gestor deve  criar uma rotina de limpeza no canteiro de obras estipulando, por exemplo, dias e  horários para limpeza.

Importante também que todos colaborem para manter os corredores de passagem sempre limpos e livres, evitando assim, o desperdício de material no deslocamento.

4. Compra de materiais programada

Antes mesmo de começar a obra, deve ser definido um funcionário responsável pelo planejamento e administração dos materiais da obra, pois dele será a função de responder as seguintes questões:

  • Quais materiais serão recebidos na obra?
  • Em que quantidade eles serão recebidos?
  • Quando e onde serão usados?
  • Em que momento devem chegar?

Assim, é possível fazer uma lista de materiais e uma programação das compras necessárias para cada etapa da obra. Evitando-se dessa forma, e a estocagem de uma quantidade exagerada de materiais.

5. Armazenamento de material no canteiro de obras

Os materiais de construção devem ser armazenados e estocados de modo a não prejudicar o trânsito de pessoas, bem como a circulação de materiais e o acesso aos equipamentos de combate a incêndio.

No mais, é preciso tomar cuidado para não obstruir portas ou saídas de emergência, bem como evitar empuxos ou sobrecargas nas paredes, lajes ou estruturas de sustentação, além do previsto em seu dimensionamento.

Veja a seguir algumas regras básicas:

  • Materiais como sacos e perfis e madeira não podem ser apoiados em muros e pilares de sustentação;
  • Os materiais devem ser empilhados a uma distância, no mínimo, igual à altura da pilha;
  • Os materiais devem ser armazenados em locais de fácil acesso;
  • Tijolos e telhas devem estar em pilhas para evitar quebras;
  • Sacos de cimento e argamassas devem ser guardados em local seco e arejado.

Gostou das dicas para aumentar a eficiência do seu canteiro de obras? Então confira agora nosso artigo sobre arquitetura sustentável, temos certeza que você irá gostar.

Projetos para construção - Projeto Estrutural

Decoração com Gesso

Quais diferenças entre argamassa, massa corrida e gesso

Vai construir e não sabe a diferença entre argamassa, massa corrida e gesso? Não tem problema, explicamos para você nesta matéria. Apesar de todas elas serem soluções que visam tornar a superfície das paredes plana e regular, permitindo a aplicação do acabamento, como as tintas. Cada um dos produtos é indicado para situações específicas e é preciso que você Entenda Antes de construir ou reformar.

Argamassa

A argamassa é fundamental para a construção. Sua principal função é assentar tijolos, azulejos, blocos cerâmicos, revestimentos de parede, granitos, pisos porcelanatos e pisos cerâmicos. Além de ser um excelente material para corrigir ondulações e nivelar paredes, tetos e pisos.

São encontradas argamassas para uso interno, externo, piso sobre piso, para porcelanato e também nas cores cinza ou branca.

O ideal é utilizar o produto específico, pois isso confere maior qualidade e segurança na instalação, evitando problemas como o descolamento.

O consumo de argamassa é geralmente de 4 kg a 8 kg por m², dependendo do tamanho do revestimento. E é muito importante ler e prestar atenção nas instruções da embalagem, que indicam o modo de preparo, modo de uso, tempo de secagem e validade do produto. E outra dica importante,é que a argamassa deve ser armazenada em local coberto e longe de qualquer contato com a umidade.

Veja também: “O que é uma penthouse, descubra e veja exemplos.”

Decoração com Argamassa

Flávio Lima Arquitetura

Massa corrida

A massa corrida comum (PVA) é a opção ideal para paredes que precisam ser rebocadas, como por exemplo, aquelas que receberão pregos para fixação de quadros ou suporte para equipamentos eletrônicos. Já em superfícies externas e ambientes ambientes úmidos (banheiros e cozinhas), deve ser usada a massa corrida acrílica. Pois essa apresenta maior resistência ao vapor de água.

A massa corrida é comprada em latas e já vem pronta para uso e pode ser conservada dentro da lata devidamente tampada. No entanto, se o produto secar não deverá ser utilizado.

A aplicação do produto é feita com desempenadeira e espátula, deixando a superfície o mais lisa possível. E após sua aplicação a parede deverá ser lixada para eliminação de eventuais ondulações e imperfeições. Depois da retirada do pó decorrente do lixamento e antes da pintura, deve ser aplicado um selador.

Mas atenção! Paredes revestidas com argamassas com cal não devem receber massa corrida imediatamente. É necessário deixar a cal reagir com o ar durante algumas semanas.

Quando o ambiente que está sendo reformado estiver ocupado, a melhor alternativa é usar a massa corrida, pois ela faz menos sujeira do que o gesso. Apesar de ela necessitar de maior consumo de material e ter um custo maior, essas desvantagens são compensadas pela menor quantidade de pó.

Decoração com Massa Corrida

WR Gesso e Decoração

Gesso

O uso do gesso é aconselhável quando a alvenaria está regular, sem saliências, de maneira que a parede esteja plana. Seu uso pode dispensar emboço e o reboco quando os blocos de concreto ou de cerâmica são de boa qualidade. Assim, fazendo que o consumo do produto seja menor, se comparado ao consumo da massa corrida.

Quando a velocidade de execução da obra é uma prioridade, o ideal é usar o gesso diretamente sobre a alvenaria. Outra opção que visa diminuir o tempo de execução da obra é revestir a parede com argamassa de cimento! Então esperar que a mistura fique seca e, na sequência, aplicar o gesso.

O gesso é mais econômico do que a massa corrida e é comercializado em pó. O ideal é produzir somente o volume de gesso que será aplicado, já que, depois de seca, a massa não poderá ser reaproveitada.

Veja também: “Luz quente e luz fria, quais são as diferenças?”

Decoração com Gesso

A aplicação do produto é feita com desempenadeira e espátula, deixando a superfície o mais lisa possível. E após sua aplicação a parede deverá ser lixada para eliminação de eventuais ondulações e imperfeições. Depois da retirada do pó decorrente do lixamento e antes da pintura, deve ser aplicado um selador.

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