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22 de junho de 2024
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casa sustentável

Como ter uma construção sustentável? Entenda Antes!

Nunca se falou tanto em construção sustentável como nos últimos anos e isso tem razão de ser.

A cada dia mais pessoas se conscientizam sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente e em paralelo, surgem muitas iniciativas com a intenção de garantir um futuro de qualidade para as próximas gerações.

E na área da construção civil não é  diferente. Afinal, trata-se de um setor que impacta negativamente no meio ambiente devido ao consumo excessivo de materiais, água e energia. Só para ter uma ideia desse impacto ambiental, saiba que, segundo o CBCS, o setor da construção civil consome 75% dos recursos naturais, 20% da água nas cidades e gera 80 milhões de toneladas/ano de resíduos.

Por isso muitas construtoras estão investindo forte em pesquisa e conhecimento para apresentar soluções eficazes para os principais problemas ambientais, ou seja, procurando fazer uma construção sustentável.

Mais do que uma tendência na engenharia, arquitetura e decoração, a sustentabilidade veio para ficar e se engana quem pensa que não seja possível aliar a moderna tecnologia com criação de edificações que atendam todas as necessidades de seus usuários.

E para que você fique por dentro do assunto, preparamos este conteúdo especial. Acompanhe e saiba mais sobre construção sustentável.

Boa leitura!

construção sustentável - casa de madeira

O que é construção sustentável

A construção sustentável é um conjunto de boas práticas que devem ser adotadas antes, durante e após os trabalhos de construção.  Seu objetivo é que se tenha uma edificação que não agrida o meio ambiente, que tenha o melhor conforto térmico sem a necessidade (ou com necessidade reduzida) de consumo de energia e que melhore a qualidade de vida dos seus moradores e/ou usuários. Além disso, para que uma construção seja considerada sustentável, ela deve ser executada utilizando-se   materiais e técnicas que garantam uma maior eficiência energética.

Aspectos ambientais, sociais e econômicos devem ser considerados em todas as etapas do processo de construção, tais como:

A origem da construção sustentável

A ideia de construção sustentável não é uma novidade, porém demorou para chegar no Brasil. Países da Europa, Estados Unidos e Japão já criaram inclusive incentivos para os empresários ou pessoas comuns que optem por uma construção sustentável ou ecologicamente correta. Assim, mesmo aquelas pessoas que não possuem muito capital disponível, podem investir em uma construção sustentável aproveitando os incentivos.

A aplicação do conceito de construção sustentável teve início após a Crise do Petróleo (década de 1970), que obrigou engenheiros e arquitetor a pensarem em novas formas de reduzir o consumo de energia. Após o término da crise, o conceito não sumiu e a tendência de levar a sustentabilidade a sério só cresceu a partir de então.

É importante destacar que somente durante parte do século XX os fundamentos da chamada arquitetura bioclimática, que veio a se chamar arquitetura sustentável foram perdidos. Isso porque as construções sempre levaram em consideração clima, ambiente, natureza etc. No entanto, durante o século XX, iniciou-se uma corrente  dentro da construção civil de abandono desses fundamentos, por conta do crescimento exponencial das cidades. E como você já pode imaginar, o impacto dessa corrente sobre a natureza foi absurdo, e somente a partir de sua segunda metade do século passado passou-se a rever essa política e seus impactos.

Evolução do conceito de construção sustentável

Em 1997, em Helsinki, na Finlândia, houve a primeira convenção internacional sobre construção sustentável. E, um ano após, no Reino Unido, lançou-se a primeira entidade de certificação de prédios sustentáveis, a BREEAM.

Atualmente, o número de prédios sustentáveis é grande. E o Brasil se destaca, ocupamos o  5º lugar entre os países que mais produzem prédios verdes no mundo. Estamos atrás apenas dos Estados Unidos, China, Canadá e Índia.

Construção ecológica X Construção sustentável

Há outro termo que costuma ser confundido com “construção sustentável”, é a “construção ecológica”.

Embora na prática os dois termos acabem sendo usados da mesma forma, o primeiro refere-se a uma prática mais comum no meio urbano e que visa à utilização de tecnologias que permitem a sustentabilidade da construção. Já o segundo está relacionado a técnicas de construção que utilizam materiais encontrados no próprio local da construção e propõe a menor interferência possível na paisagem.

Assim, podemos dizer que são construções  ecológicas as casas dos esquimós, feitas de gelo (um material encontrado no próprio local) e que praticamente se confunde com a paisagem.

construção sustentável - prédios verdes

Os 9 passos da construção sustentável

Segundo os profissionais da área existem nove passos que devem ser seguidos para que a construção seja considerada uma construção sustentável. São eles:

  1. Planejamento da obra de forma sustentável
  2. Aproveitamento dos recursos naturais disponíveis. Ventilação e luminosidade naturais, por exemplo, ao invés de ar condicionado e iluminação artificial durante o dia
  3. Eficiência energética
  4. Gestão e economia de água
  5. Gestão de resíduos
  6. Qualidade do ar e ambiente interior
  7. Conforto térmico e acústico
  8. Uso racional dos materiais
  9. Uso de tecnologias e produtos que não agridam o meio ambiente.

Assim, uma edificação sustentável começa antes mesmo da construção. Deve- ser analisado o ciclo de vida do empreendimento e dos materiais usados, o estudo do impacto ambiental da construção, um planejamento da gestão dos resíduos que serão gerados e melhor forma de utilização do material, além do que a planta deve ser planejada de modo que aproveite o máximo possível dos recursos naturais disponíveis (como ventilação e luminosidade natural) e promova a redução do consumo de energia e água através do reuso e implantação de formas alternativas de energia como a energia solar, a energia eólica e etc.

Já durante a construção, devem ser adotados cuidados para evitar o desperdício de materiais. O que além de gerar ganhos ambientais com minimização do uso de matérias-primas ainda gera ganhos econômicos para o dono da obra que economizará com materiais.

Quando finalizada a obra devem ser observados os cuidados necessários à destinação dos resíduos da construção e em todas as etapas devem ser utilizados materiais não tóxicos. Alguns dos materiais “condenados” por qualquer padrão de construção sustentável são: amianto, chumbo e alumínio.

A construção sustentável depois de pronta deverá ter coleta seletiva e um local específico para acondicionar os resíduos recicláveis. Aos ocupantes ou proprietários caberá apenas desfrutar de uma construção saudável, ecologicamente correta e econômica.

Materiais e soluções sustentáveis na construção

Um ponto muito importante quando falamos de construção sustentável é a escolha dos materiais que serão usados, bem como das soluções que serão utilizadas no decorrer da obra. Isso fará toda diferença. Confira a seguir alguns desses materiais.

Bioconcreto ou concreto vivo

Já falamos do concreto vivo aqui no blog e é realmente um tema fascinante e ao mesmo tempo muito simples.

A superbactéria Bacillus pseudofirmus é inserida na mistura de concreto tradicional e é ativada quando entra em contato com água ou oxigênio.

Assim, quando o concreto começa a desgastar, as bactérias entram em cena, se abrem e provocando reações químicas. Por sua vez, essas reações químicas promovem a regeneração do concreto.

Bioconcreto - Concreto vivo - Construção sustentável

 

Telhado verde

Essa é uma excelente ideia quando se pretende unir estética e utilidade. O objetivo do telhado verde, do qual também já falamos aqui no blog, é reduzir os impactos causados pela falta de arborização e ao mesmo tempo amenizar a temperatura dentro do imóvel.

De acordo com uma pesquisa do EnergySavers, os telhados verdes são capazes de reduzir as chamadas ilhas de calor, muito frequentes nas grandes cidades.

O que acontece é que as plantas funcionam como um filtro de ar natural, refletindo mais raios do sol que telhas convencionais.

Materiais Ecológicos - Construção sustentável - Telhado verde

Bambu

O bambu é também outro excelente material para ser usado na construção. Ele pode ser utilizado com diversos fins na construção civil. Seja como matéria prima para a fabricação de portas e pisos, seja para substituir o concreto armado.

Ao contrário de outras espécies, ele tem um crescimento acelerado. Com isso, é possível que sua colheita seja feita todos os anos sem prejudicar o meio ambiente. No mais, o bambu tem alta durabilidade, possui fácil instalação e manutenção.

E claro, o bambu também fica lindo quando utilizado na decoração e no paisagismo.

bambu - construção sustentável

Adobe

O tijolo de adobe é aquele feito a partir da mistura de argila, com areia e água. Ele é bastante usado principalmente nas regiões de solo argiloso e clima seco.

O tijolo adobe é ótimo indicado para a construção de alvenarias estruturais externas, porque, depois de seco, adquire uma alta resistência. E no mais, tem uma excelente propriedade acústica.

Tinta ecológica

As tintas ecológicas são feitas a partir de matérias-primas as totalmente naturais. Nelas não são utilizados insumos derivados do petróleo ou componentes sintéticos.

Algumas tintas são, inclusive, até mesmo livres de  compostos orgânicos voláteis (COVs). Substâncias essas que podem ser agressivos à saúde e que contribuem para a destruição da camada de ozônio.

Tinta ecológica - cosntrução sustentável

Vidro inteligente

Os chamados vidros eletrocrômicos ou vidros inteligentes são uma novidade que prometem virar tendência na construção sustentável.

Eles possibilitam o controle de quanto uma área será iluminada, bem como da transparência aos raios solares na fachada ou até mesmo em ambientes internos. Assim, dependendo da temperatura do dia, é possível ajustar os controles para maior ou menor entrada de luz pelo vidro.

Com o uso dos vidros inteligentes é possível uma economia de mais de 25%. E isso é possível já que se evita gastos com iluminação, ventilação e ar-condicionado.

vidro inteligente - construção sustentável

Lâmpadas de alta eficiência energética

As lâmpadas fluorescentes compactas vieram para ficar e tem tudo a ver com sustentabilidade.

Ainda que mais caras que as lâmpadas comuns, elas compensam o gasto inicial na economia de energia. Com o uso delas, pode-se reduzir em até 80% o gasto com iluminação.

No mais, elas desperdiçam pouca energia, não esquentam e duram 10 vezes mais que as convencionais.

Por isso, na hora do projeto de iluminação vale a pena levar esse tipo de lâmpada em consideração.

lâmpada - construção sustentável

Containers

containers - construção sustentável

Embora os containers não sejam exatamente um material de construção, eles tem tudo a ver com a proposta de sustentabilidade. E, o que era apenas moda, passou a ser muito usado quando se pensa em construção sustentável.

As estruturas de containers economizam até 30% na construção de uma casa ou edifício em relação a um projeto tradicional.

A casa sustentável

Já falamos aqui no blog sobre casa sustentável, mas vale citar aqui que uma casa sustentável é aquela projetada e construída de forma que agrida o mínimo possível o meio ambiente. Além disso, não pode-se esquecer que é necessário assegurar a segurança e bem-estar dos moradores.

De forma resumida, podemos dizer que as características essenciais de uma casa sustentável são, entre elas:

  • Uso da energia solar é essencial.
  • Uso de formas alternativas para evitar o desperdício de água.  Calhas, tubulações e filtros são usados para conter a água das chuvas e direcioná-las para destinos diretos.
  • Janelas maiores e que permitam grande entrada de luz solar direta no ambiente, permitindo o uso reduzida de luz artificial durante o dia e assim economizando energia.
  • Ao escolher lâmpadas prefira as fluorescentes que consomem um quarto a menos de energia que as tradicionais incandescentes, ou escolha as lâmpadas LED que também são muito eficientes no âmbito sustentável, devido a sua alta duração.
  • Uma construção sustentável não pode causar danos à natureza. Ou seja, sem contaminação do  solo, poluição da água, do ar e ar ou desmatamento da área no entorno.
  • Uso de materiais certificados.
  • Uso de madeira de reflorestamento.
  • Descarte correto dos resíduos e entulhos gerados na construção.
  • Uso de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos que indicam uma maior e melhor eficiência energética. Ou seja, que consumam menos energia.

casa sustentável - construção sustentável

Arquitetura vernacular e sustentabilidade

Outo aspecto interessante a ser abordado quando se fala em construção sustentável é arquitetura vernacular. Ou seja, a arquitetura construída com técnicas e materiais originários de uma região específica, um conhecimento geralmente passado de geração a geração.

Ela pode ser chamada de sustentável porque utiliza técnicas bioclimáticas passivas e materiais com baixa energia incorporada. Entretanto, nem toda arquitetura sustentável pode ser considerada vernacular.

E como a preocupação com a sustentabilidade se torna cada vez mais presente, é importante valorizar a sabedoria das técnica regionais. A arquitetura vernacular é sempre bela e adequada para o local onde está inserida.

Se você deseja incorporar técnicas sustentáveis na sua construção, vale a pena procurar saber mais sobre a arquitetura vernacular. É interessante perceber que as comunidades antigas já faziam algo que nós temos nos esforçado para descobrir, que seja, como viver de forma sustentável.

Cada região do planeta possui suas características próprias e singulares. E essas diferenças, incluindo questões tecnológicas, econômicas, históricas e ambientais, acabam se refletindo na arquitetura.

Para saber mais sobre arquitetura vernacular, vale a pena conferir nosso artigo Já ouviu falar sobre Arquitetura Vernacular?

Seguro para Construçao

Seguro para construção: O que você precisa saber

Toda a atividade envolve riscos. Então, com a construção civil não poderia ser diferente. Pois quando se inicia qualquer obra ou reforma, aparecem inúmeras responsabilidades financeiras e jurídicas que podem acarretar em uma série de problemas se algo inesperado acontecer. Daí a necessidade de poder contar com um seguro para construção.

É ele, o seguro para construção (seguro de riscos de engenharia ou seguro de obras), que  garante a proteção contra perigos que afetam todo tipo de obra na construção civil. Já que trata-se de uma modalidade de seguro ainda pouco conhecida no país, mas tem extrema importância e por vezes obrigatória, como em casos de licitações públicas.

Entenda melhor como funciona o seguro para construção e veja todas as vantagens de sua contratação.

Boa leitura e mãos à obra!!

O que é o seguro para construção?

O seguro para construção, como qualquer outro tipo de seguro, tem como característica principal a transferência do risco com a consequente redução de potenciais perdas que possam ocorrer durante a execução do projeto.

Ele deve ser  avaliado pelo profissional da construção civil como parte do seu programa de gerenciamento de riscos no caso de obras em fase de construção, ampliação ou reforma. E, em conjunto com outras medidas, cobre imprevistos e também erros que surgirem durante a execução do projeto.

Muitos acidentes e irregularidades acontecem no dia a dia de uma obra e a fiscalização se mostra cada vez mais presente em todo o país. Isso mostra como esse seguro pode ser útil, independentemente do tipo e do tamanho da sua construção. Afinal, mesmo que tenham sido tomadas todas as medidas de segurança no canteiro de obras.

O seguro para construção resguarda a empresa ou o construtor autônomo de despesas extraordinárias que podem surgir com danos imprevistos durante uma obra, instalação e montagem de estruturas e/ou equipamentos, além de prejuízos inesperados.

Quem pode contratar o seguro?

O seguro para construção pode ser contratado pelos profissionais responsáveis pela própria obra, ou seja,  engenheiros ou construtoras.

Mas ele pode também ser contratado por pessoas físicas no caso de reformas, ampliações ou construção. Seja para  uso pessoal ou com fins de investimento.

seguro de obra - seguro para construção

 

O que o seguro para construção cobre?

Considerando a distinção entre as modalidades de seguros que são oferecidos para a construção civil e que cada seguradora tem um serviço específico quando se trata de seguro para construção, podemos dizer que, no geral, um contrato desse tipo cobre,  durante a vigência da apólice:

1.Acidentes de causa súbita e imprevista no canteiro de obras

O seguro cobre indenização em caso de acidentes de causa súbita e imprevista que aconteçam no canteiro de obras.

2. Danos em consequência de erros de projeto

Ele pode ser acionado em casos de acidentes ocorridos no local do risco ou no canteiro de obras, como consequência de erro de projeto em construções.

3. Despesas extraordinárias

O contrato de seguro para construção assegura o pagamento de despesas extraordinárias de mão de obra para serviços noturnos ou realizados em feriados e finais de semana para consertos ou fretamento de meios de transporte nacionais, até o limite máximo da cobertura. Mas importante, esses serviços devem estar previstos na apólice.

4. Despesas de desentulho do local

Garante o pagamento das despesas de desentulho geradas após à reparação ou reposição de qualquer objeto danificado na obra em razão de acidentes cobertos pela apólice.

5. Tumultos, greves e lockout

Cobertura adicional para danos que possam ser causados à obra em decorrência de tumultos, greves ou “lockout”.

6.Responsabilidade civil geral (com e sem fundações)

Caso o segurado seja responsabilizado civilmente devido a reclamações por danos causados involuntariamente a terceiros, o seguro para construção garante o pagamento dos valores indenizatórios após sentença judicial transitada em julgado ou acordo.

Também estão garantidos os honorários de advogados e outros custos judiciais.

7. Propriedades circunvizinhas 

Cobre os danos físicos acidentais decorrentes da construção, com ou sem fundações, em bens de propriedade do segurado já existentes no local do risco.

Por sua vez, também estão cobertos os bens de terceiros sob a sua guarda, custódia ou controle.

8. Obras concluídas 

O seguro cobre os danos físicos acidentais causados às obras civis finalizadas e às máquinas e equipamentos utilizados em apoio à execução da obra.

9.Despesas de salvamento e contenção de sinistros

Garante o pagamento das despesas com providências de emergência para salvar e/ou conter as consequências de um sinistro.

10. Responsabilidade civil cruzada

Cobre os danos materiais causados a terceiros em decorrência dos trabalhos relacionados à obra.

11. Instalações provisórias

Cobre os danos físicos acidentais causados às instalações provisórias onde se localizam o escritório, refeitório, alojamento, depósito de materiais e outras instalações que servem de apoio à obra.

12. Manutenção simples

Os danos físicos acidentais causados pelos empreiteiros segurados no curso das operações por eles realizadas, ocorridos dentro do período de manutenção são cobertos pelo seguro para construção.

13. Manutenção ampla

Cobre os danos físicos acidentais, ocorridos no canteiro de obras ou no local do risco, causados pelos empreiteiros segurados no curso das operações por eles realizadas quando ocorrem ou são verificados durante o período de manutenção.

14. Ferramentas de pequeno e médio porte/escritório e eletrônicos

Cobre os danos físicos acidentais de causa externa causados às ferramentas e aos equipamentos de pequeno e médio porte de propriedade do segurado ou por ele alugados utilizados exclusivamente no canteiro de obras.

15. Equipamentos móveis e estacionários utilizados na obra

Cobre os danos físicos acidentais de causa externa, ocorridos dentro ou fora do canteiro de obras ou local do risco, causados a equipamentos móveis ou estacionários de propriedade do segurado ou por ele alugados.

16. Transporte de materiais a serem incorporados à obra

Cobre os danos físicos acidentais causados aos materiais, que serão incorporados à obra, durante o transporte realizado pelo próprio segurado ou por um terceiro que possua vínculo empregatício com o mesmo.

17. Honorário de perito

O seguro para construção pode garantir ainda as quantias gastas com honorários de serviços profissionais prestados por arquitetos, engenheiros, peritos e consultores necessários à análise e investigação da causa, natureza e extensão dos danos físicos cobertos pela apólice.

18. Equipamentos de informática /escritório

Cobre ainda perdas e danos materiais ocasionados por roubo ou furto qualificado de equipamentos de informática e de escritório, de propriedade do segurado e/ou por ele alugados, situados na obra e nas instalações provisórias do canteiro.

O que o seguro para construção não cobre?

O setor da construção civil conta com outros seguros desenvolvidos com finalidades distintas do seguro para construção. Assim, pode ser que exista alguma confusão entre os produtos.

Entre as principais apólices do setor podemos destacar:

  • Seguro Garantia de Entrega de Obra (SGEO): seu objetivo é evitar atrasos de entrega, o que é garantido por meio do acompanhamento da obra, análise de risco, entre outros processos;
  • Decenal: assegura a cobertura da edificação contra danos estruturais por 10 anos a contar da conclusão da obra;
  • Seguro para Obras de Infraestrutura: com condições direcionadas para as obras públicas.

Visto isso, segue uma lista do que normalmente o seguro para construção não costuma cobrir:

  • Deterioração decorrente de condições ambientais;
  • Reparos, substituições e reposições de equipamentos;
  • Ocorrências com maquinários fora do local considerado de risco;
  • Atos terroristas e guerras;
  • Atos de autoridade pública;
  • Ação dolosa por parte do segurado ou beneficiário;
  • Radiação nuclear;
  • Extravio ou furto simples;
  • Objetos de valor, metais preciosos e afins;
  • Danos consequentes da armazenagem ou uso de explosivos

seguro para construção

Quais são as vantagens do seguro?

Como você pôde observar, o seguro para construção pode contar diversos tipos de coberturas de acordo com o tipo do empreendimento e das necessidades do projeto. Assim, a contratação do seguro é uma garantia que protege o empreendimento que está sendo construído ou reformadao, os funcionários e a própria construtora de gastos extras e prejuízos.

Mas para que não restem dúvidas sobre a importância do seguro, aqui estão alguns motivos para não deixar de fazer um seguro para cada obra da sua construtora:

Manter o empreendimento vivo

Imagine que no meio de um grande projeto, depois de milhões de reais já investidos, acontece um acidente e com isso, apesar de ninguém se ferir, boa parte do trabalho é arruinada. Isso é uma tragédia, não?

Sim, dependendo das condições financeiras da empresa, a obra pode se tornar inviável se for preciso arcar com o prejuízo do próprio bolso.

No entanto, se você tiver um seguro para construção com as coberturas necessárias, pode continuar o projeto e ainda ter lucro, mesmo que ainda menor por conta do atraso que será inevitável.

Conclusão: o seguro pode ser a diferença entre perder um empreendimento inteiro ou mantê-lo vivo, mesmo diante de grandes imprevistos.

Evitar que a empresa tenha maiores prejuízos

Se ocorrer algum acidente que estrague todo o trabalho já feito na obra e a sua empresa estiver trabalhando no projeto em parceria com outra empresa, o seguro também será de grande utilidade.

Nesse caso, a responsabilidade legal de pagar os danos é da empresa que está cuidando da obra. Se não tiver contratado um seguro, isso dificilmente vai terminar de outra forma que não seja uma longa briga na justiça com o proprietário do empreendimento.

Assim, além de gastar com advogados e perder o pagamento do serviço em questão, sua empresa ainda corre o risco de perder a ação e ainda precisar reembolsar todo o valor perdido no acidente.

Cumprir a legislação

A lei exige a contratação de um seguro para construção em muitos casos, para blindar o empreendimento e os envolvidos nele. Se esse for o caso de algum projeto no qual a sua empresa está envolvida, a questão se torna obrigatória.

Dessa forma, deixar de contratar o seguro além de não ser prudente diante de todos os riscos envolvidos, coloca sua empresa em uma posição delicada perante a justiça.

Mitos sobre o seguro de obras

Muitas empresas não chegam sequer a procurar uma seguradora na hora de construir porque possuem algumas ideias erradas sobre o produto. E entre esses “mitos” que rondam o seguro para construção podemos citar:

“O seguro é caro”

Se sua preocupação principal for o custo do seguro para construção, saiba que ele costuma variar de acordo com as coberturas contratadas e características da obra.

No entanto, podemos afirmar que seu valor está entre 0,1% a 2,5% do custo completo do projeto. Um valor baixo diante de toda a segurança e tranquilidade que a contratação do seguro ira proporcionar.

“As seguradoras não amparam o que eu realmente preciso”

Atualmente, as modalidades de cobertura são inúmeras, passando pelos equipamentos, funcionários, materiais, erros de projeto e muitas outras. Basta escolher aquela que melhor se encaixa nas suas necessidades.

“O seguro deve ser muito burocrático”

Na hora de contratar um seguro para construção não será solicitado nenhum documento que o  engenheiro ou responsável pela obra já não tenha em mãos.

Por sua vez, para reformas, a situação é mais simples e geralmente não há solicitação de documentos ou exigência de vistoria.

No entanto, para outras modalidades de obras, as seguradoras realizam vistoria e normalmente solicitam documentos como contrato de execução da obra, memorial descritivo, cronograma físico/financeiro e o projeto da obra.

seguro para construção

Como contratar o seguro?

Não é nada complicado contratar um seguro para construção, basta seguir esses três passos:

1. Procure um corretor de confiança

Como em outras modalidades de seguro, você precisa de um corretor para contratar a proteção da sua obra. Por isso, escolha alguém de confiança para te ajudar no processo. Peça indicações a outros profissionais do setor que já contrataram seguros para construção ou pesquise as opções existentes no mercado.

Um bom corretor é importante. Afinal, é ele que vai te indicar as melhores opções de contratação. No entanto, por melhor que seja o corretor, você precisa estar bem ciente do que procura.

Então, descubra quais as regras da seguradora em questão para o tipo de seguro que você deseja e entenda quais são as limitações, os diferenciais de mercado e como cada recurso ajuda (ou não) a proteger a empresa e os funcionários.

2. Compare os fatores mais relevantes

Antes de decidir com qual seguradora contratar, analise os fatores mais importantes na balança:

  • Qualidade do atendimento: em caso de problemas e é importante que você tenha a garantia de um bom atendimento;
  • Preço: busque a melhor condição com a melhor cobertura;
  • Estrutura: escolha uma seguradora que ofereça agilidade no atendimento e garantia de cobertura diante de problemas.

3. Dê entrada na documentação

Como já mencionamos, ao contrário do que se pensa, não existe muita burocracia na hora da contratação do seguro. Em geral, os documentos exigidos são aqueles que já estão na posse do engenheiro responsável pela obra.

Mas, no caso de obras grandes e complexas, podem ser necessários os seguintes documentos:

  • Memorial descritivo;
  • Projeto da obra;
  • Cronograma físico/financeiro da obra.

Pode ser necessário realizar vistorias no canteiro de obras para verificar se estão sendo observadas as normas de segurança.

Já no caso de obras menores, o processo de aprovação tende a ser mais simples e rápido. Assim, pode não ser necessária a apresentação de muitos documentos.

seguro-de-obra-3

 

Cuidados que precisam ser observados na hora da contratação do seguro para construção

As características do seguro precisam ser definidas de acordo com o projeto. Portanto, deve-se levar em consideração os riscos envolvidos e as perdas que podem surgir durante a execução da obra. Assim, o ideal é que seja feita uma cobertura é específica para cada obra.

Mas seja lá como for o seu seguro, é bom ficar atento nos seguintes pontos na hora de assinar o contrato:

  • Faça vários orçamentos e compare condições;
  • Observe o limite total da cobertura. Ele deve ser igual ao total previsto para a execução da obra, incluindo todos os custos;
  • Observe se os maiores riscos da obra serão cobertos;
  • Avalie a reputação da seguradora;
  • Não considere apenas o preço na hora de fazer a sua escolha;
  • Guarde todos os registros relativos à obra em execução. Isso vale, inclusive, para notas fiscais de produtos e serviços adquiridos para a construção.

O seguro de obra é essencial para manter a proteção jurídica e material da sua construtora diante de imprevistos. O custo-benefício da contratação compensa e ele é muito fácil de ser feito.

Por isso, não existem desculpas para não contratá-lo.

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